O aplicativo de mobilidade urbana Easy (antiga EasyTaxi) encerrará seu serviço de carros privados, o EasyGo, a partir da próxima segunda-feira (18). A companhia tem uma nova estratégia para o setor de transportes no Brasil: dar prioridade aos táxis.

Corte de custos?

Não exatamente. Pelo menos é o que a empresa diz. De acordo com Fernando Matias, CEO da empresa no Brasil, a decisão foi tomada já que a corrida de rua ainda é um dos principais concorrentes da Easy. “E é atrás desses pedidos que vamos trabalhar nossa estratégia no Brasil”, completa.

Para se ter ideia do quanto essa modalidade evolui por aqui, a Easy relata que existem, hoje, aproximadamente 141 mil taxistas nas 12 principais capitais do país (incluindo Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo).

A intenção, em resumo, é trazer cada vez mais qualidade para o atendimento, mantendo o preço acessível. E, para isso, a decisão de focar esforços apenas em uma única vertente de atuação. 

Próximos passos

O serviço será dividido em táxi regular, economy e plus, semelhante ao que vemos em serviços de aplicativos do setor, como o 99.

A ideia é permitir o cadastramento de motoristas com rigorosa verificação, além de promover ações conjuntas com setor público, inclusive com transporte coletivo. Para os passageiros, o foco será em ações que tragam benefícios e promoções. “Estamos olhando mais a fundo o nosso operacional, dando maior atenção à realidade local de cada uma das cidades que atendemos. Desta forma implementaremos ações mais táticas, focando principalmente na experiência do usuário”, diz Fernando Matias.

Mudança na rota

A novidade faz parte de uma série de adaptações pelas quais a empresa provavelmente passará depois que entrou em um acordo de fusão com a Cabify em junho e cujos termos não foram divulgados. Apesar disso, as duas marcas continuam operando distintas, com a Easy presente em doze países no mundo.

O EasyGo foi lançado no segundo semestre de 2016 e estava em operação desde então nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

O movimento de focar apenas em táxis da Easy, portanto, faz sentido, já que a Cabify possui uma presença já consolidada entre os motoristas particulares – ao menos aqui no Brasil. De acordo com o jornal El Observador, isso não vai acontecer, por exemplo, no Uruguai, onde a espanhola anunciou que deixará de operar em outubro, mas continuará atuando apenas com a marca Easy.

Em abril, a Cabify anunciou que pretende investir US$ 200 milhões para expandir seus serviços no país. Em entrevista ao Estadão, o cofundador da empresa, Juan de Antonio, afirmou que “aqui, existem graves problemas com transporte público e mobilidade” e que, portanto, “é um mercado natural para investirmos”, disse na ocasião do anúncio de investimento, complementando que a empresa vê mais oportunidades no Brasil e na América Latina do que na Europa.