Estamos na tal “era da informação”, uma época na qual dados são a maior riqueza que uma empresa pode ter – e uma moeda de troca bem gorda para cibercriminosos, claro. Sendo assim, prevenção contra fraude é um assunto bem sério e que ganha cada vez mais importância. É exatamente nesse nicho que a CashShield quer se aventurar.

Com isso em mente, a startup está em busca da sua primeira rodada de investimentos. E, acredite, o valor estipulado é ambicioso: US$ 5,5 milhões. A ideia é investir a grana na tecnologia proprietária da empresa, que promete proteger dados antes que fraudes ocorram. Essa é uma oportunidade de ouro para o empreendimento e para as marcas, uma vez que esse tipo de crime representa um prejuízo anual de US$ 10 bilhões aos cofres privados – geralmente originados de cobranças fraudulentas no comércio eletrônico.

Se tudo der certo, o financiamento deve permitir que a companhia expanda seus negócios para dentro do Vale do Silício. De acordo com o CEO da CashShield, Justin Lie, a tecnologia de verificação da casa pode ir além dos usos convencionais e pode ser aplicada, futuramente, às redes sociais. A proposta, com isso, é ajudar a combater as fake news e outras informações falsas que são amplamente compartilhadas (e tidas como verdadeiras) nessas plataformas.

Evolução inteligente

A empresa começou em 2008 com bootstrapping, ou seja, com pouco capital. Esse tipo de investimento geralmente é feito com dinheiro do próprio bolso dos fundadores. Mesmo assim, a CashShield conseguiu acelerar o negócio e ir para além de sua sede, em Cingapura, conquistando nomes como Alibaba e Razer para o seu portfólio de clientes.

Agora, a primeira rodada de investimentos da empresa está sendo liderada pela GGV Capital, com participação de Tony Fadell, cofundador da Nest e criador do iPod. Fadell afirmou ao TechCrunch que “a CashShield está na vanguarda da redução da fraude por meio de machine learning” e que o trabalho da empresa “supera todas as tecnologias atuais no mercado”.

"[Ela] é a única companhia no setor com o estilo Wall Street, oferecendo abordagem comercial de alta frequência para pesar o risco da fraude para empresas, e é claro que sua tecnologia será demandada por muitas indústrias", completou.

Para Jenny Lee, gerente da GGV Capital, o interesse em investir na startup se deu por conta do problema que a empresa se propôs a resolver. "A CashShield lida com uma questão de escalabilidade internacional. Qualquer transação – comércio eletrônico, jogos, saúde – está sujeita à fraude", disse a executiva.